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30 janeiro 2017

Pureza sexual em "A Princesa" de D. H. Lawrence

Detalhes da Obra:


Título: A Princesa | Autoria: D. H. Lawrence Capa: Dura | Editora: Diário de Noticias | Coleção: Biblioteca de Verão | Tradução: Aníbal Fernandes Ano de edição: 2000 | Páginas: 63 | Idioma: Português | ISBN: 8481302279
Sinopse:


           Numa época nimbada ainda do espírito vitoriano, o poeta, romancista e pintor D.H. Lawrence representa a rebeldia contra a moralidade puritana, o que o levou a uma espécie metafísica do sexo, que muito escandalizou os seus contemporâneos.
           Esta novela contém muitos dos ingredientes característicos da obra do autor. A Princesa é uma mulher tipicamente lawrenciana, complexa, vitalista e rebelde, dominada por um erotismo inconsciente que tenta em vão dominar. Um livro que poderá sacudir profundamente o leitor

 
Opinião:

           A princesa de D.H. Lawrence é uma obra que explora a vida de uma mulher considerada desde a nascença como a princesa dos olhos dos pais. Perdendo a mãe com apenas dois anos, Mary Henrietta é mimada em demasia pelo pai Urquhart, cujo educa a criança a desconfiar de todos e demonstrar-se superior perante toda e qualquer pessoa. Com avós em Boston, nem a morte da mãe influencia a ida da pobre mulher para junto dos avós (algo que é obrigada a fazer quando herda uma fortuna deles).
           Virgem e pura, a princesa demonstra ter menos idade do que aquela que realmente tem. Fechada num casulo pelo pai, só após a sua morte é que a moça consegue abrir as asas e explorar o mundo de forma livre. Acompanhada de Miss Cummins, a princesa opta para a ida ao Novo México, a procura de alguém digno para casar. Inconformada com tudo, a mulher não encontra interesse em ninguém, sentia-se melhor sozinha do que acompanhada.
           Apesar de casmurra, Hemrietta encontra em Romero, um mexicano comum, um interesse diferente do que estava habituada. Com ele explora as terras mexicanas e acaba sugerindo a ida para uma montanha para observar os animais que nunca tinha visto. Com constantes peripécias conseguem chegar ao local, onde a mulher aprende que nem todas as pessoas são o que julgam ser, e que o homem perfeito não existe.
           Explorando as aventuras e desventuras de uma mulher mimada desde o berço, A princesa destaca-se por ser uma obra de caracter moral e institucional. Desenvolvendo os hábitos ricos e a superioridade mental por pessoas que caracterizam-se como "sangue azul", Henrietta é uma mulher igual a tantas outras, branca, virgem, aparentemente mais jovem e que vive uma vida que na realidade não faz justiça à sua condição. A obra é acessível por isso recomendo a leitura.

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