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02 janeiro 2017

A Ambição em "O Homem Que Quis Ser Rei de Rudyard Kipling

Detalhes da Obra:


Título: O Homem Que Quis Ser Rei | Autoria: Rudyard Kipling | Tradução: Paulo Braga | Capa: Mole | Editora: Diário de Notícias | Colecção: Biblioteca de Verão | Ano de edição: 2000 | Páginas: 63 | Idioma: Português | ISBN: 84-81-30-236-8

Sinopse:


O homem que queria ser rei foi publicado pela primeira vez em 1888, e trata-se de uma história de crónicas de Rudyard Kipling sobre as aventuras de dois britânicos que tornaram-se Reis de Kafiristan (atualmente uma província afegã).
 
Opinião:

           Com uma componente crítico-descritiva, "O Homem que Quis Ser Rei", retrata a história de Dravot , Carnehan e o jornalista que está sempre em busca de uma nova reportagem. A obra vem explorar a vertente exploratória de novas terras e gentes por dois "loucos" que queriam tornar-se reis de um povo. Quando a India Britânica deixa de ser o suficiente para eles (visto que já tinham explorado tudo o que havia por explorar em terras indianas), os irmãos decidem partir ao encontro de Kafiristan e as aldeias afegãs e à conquista de território. Comprometendo-se a tornar-se reis do território, os irmãos lutam contra o tempo e os povos, declaram ser Deuses e são proclamados entes máximos e Reis de Kafiristan.
           Iniciada no presente, a obra organiza-se em flashbacks que exploram as conquista dos irmãos, o desenvolvimento de técnicas agrícolas, a criação de um exercício altamente preparado e as suas ambições para um futuro ataque às províncias russas. Apesar dos planos devidamente organizados, Daniel Davot é tentado a arranjar uma mulher que denuncia a sua condição de ser humano e contribui para a sua posterior morte. A obra destaca-se por ser uma tragédia-romântica, visto que "os reis" não conseguem evitar o terrível fim, e o único homem que sobreviveu à perseguição dos aldeídos afegãs acaba falecendo logo após contar a história ao narrador da obra. Adaptada para o cinema em 1975, a obra é uma peça preciosa na  compreensão das conquistas britânicas em territórios longínquos.
 
É uma obra de Reflexão e recomendo Vivamente!

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