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24 outubro 2016

OPINIÃO: Saki - A Tela Humana

Detalhes da Obra:
Título: A tela Humana | Autoria: Saki| Tradução: Isabel Cisneiros | Capa: Mole | Editora: Bibliotex | Colecção: Biblioteca de Verão Diário de Notícias #3 | Ano de edição: 2000 | Páginas: 96 | Idioma: Português| ISBN: 84-8130-222-8


Sinopse:


           Saki, o nome do copeiro no "Ruba'iyat" de Omar Khayyam, é o pseudónimo do escritor inglês H. H. Munro. Nascido na Birmânia, Saki tornou-se famoso pela sua extraordinária técnica de conto, género literário de que é um dos grandes mestres, tendo fascinado gerações de leitores em todo o mundo.
           Os contos esta antologia demarcam o importante lugar ocupado do escritor na literatura mundial. Todos eles são pequenas obras primas que não deixarão de surpreender e intrigar o leitor nem abandonarão facilmente a sua memória, pelos desconcertantes, imprevistos e convincentes ambientes em que nos fazem mergulhar.
Manuel de Seabra

Opinião:


           Com uma série de contos relativamente surpreendentes, Saki vem expor com precisão histórias inquietantes com finais inesperados. Através de uma constante inserção de espíritos, lobisomens, possessões , a obra traduz diversos ensinamentos não limitando-se apenas de chocar e assustar o leitor com inúmeros finais inesperados (mas igualmente surpreendentes). Há uma espécie de suspense revertido, visto que o escritor cria atalhos para um final que não é o esperado.
           Saki traz-nos de igual modo uma perspetiva oposta à de diversos escritores, na qual atribui finais mais intrigantes a contos que fogem dos padrões socialmente aceites. Nem tudo é o que parece ser, o escritor prova o contrario através de textos no qual o individuo pensa demasiado em algo que é bem óbvio. Numa perspetiva naturalista apresenta-nos a ideia de que os homens acham-se donos de tudo, mas na verdade a floresta pode e as vezes é liderada pelos lobos.


Desta obra  é possível retirar diversos ensinamentos tais como : 
  1. Quem acredita no que ouve, vê.
  2. O feitiço se vira contra o feiticeiro.
  3. Por vezes há que recorrer a meios para chegar aos fins esperados
  4. Não julge um livro pela sua capa - Mas neste caso em especifico : as vezes é melhor julgar porque podemos estar corretos - teoria do reverso proverbial.

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